Quixote repousava embaixo de uma árvore naquela tarde de sol,se escondia na sombra e olhava o rio,que ali passava,dado ao calor que andava fazendo,resolveu tirar sua armadura,um dos segredos de Quixote,ele adorava água,e como bom 'peixe' que era,não deixaria passar a oportunidade de um mergulho.
Certificou que o local era seguro,apesar de 'estourado' às vezes,ele sempre foi muito prudente ao avaliar riscos,e sendo assim,colocou sua espada próxima a margem do rio,subiu ao alto de uma pedra e mergulhou,sentiu o gelado da aguá tomar conta de seu corpo,ao mesmo tempo que se refrescava com a troca de calor,subiu a superfície,tomou ar e desceu novamente,repetiu isso algumas vezes e subiu,ficou boiando ao sabor da correnteza.
Quando ele se preparava para sair da água,avistou um pequeno barco de papel,a medida que o barco se aproximava,ele conseguia notar que havia algo escrito no papel,e isso chamou sua atenção,pensou consigo mesmo:
- Que original,uma mensagem por barquinho ao invés de uma garrafa,isso tem cheiro de alguém que eu conheço... - e saiu nadando ao encontro do barco.
Para sua surpresa,a letra era dela,sim,Alice havia escrito aquela carta e dobrado em formato de carta,e o destino havia trabalhado todo o resto.
- O destino sempre esteve torcendo por nós - pensou Quixote,e o mais rápido possível saiu do rio,levando o barco junto.
Sentou-se na mesma sombra,a qual havia deixado sua armadura,e com euforia desfez as dobraduras da carta,desejando chegar ao seu precioso conteúdo,não sabia direito o que pensar,será que ela estaria em perigo e pedindo ajuda? ou apenas matando a saudade? de qualquer maneira ela não poderia esperar,assim pensava Quixote.
Abriu a carta e leu,releu e uma terceira vez para ter certeza,com um sorriso bobo no rosto,arrumou suas coisas e partiu o mais rápido que poderia,afinal Alice estava acom saudade dele,e ele com saudade dela,o sorriso,o brilho dos olhos,o desejo de viver,tudo nela despertava imensa paixão nele,tudo nela era perfeito.
E assim,Dom Quixote de La Mancha partiu,sabia exatamente onde encontra-la,e oque deveria fazer,apanhou rosas silvestres em todas as partes de seu mudo,de todas as cores,mas principalmente as vermelhas,guardou com todo zelo que um homem pode ter,e sumiu no horizonte em busca de sua amada...Alice!
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Uma aventura diferente
E então ele chegou,já não trazia com ele sua pesada armadura,pelo contrário,havia junto a ele uma pesada caixa de ferramentas,como se fosse um marceneiro,mas ainda sim,mantinha um ar de sonhador,que só os cavaleiros andantes possuem.
Bateu na porta três vezes,suavemente,com medo que pudesse incomodar alguém,e então ela abriu a porta,estava linda,simples,porém linda,bem arrumada,e cheirosa como só ela,vestia uma roupa fresca e um pouco mais folgada,afinal era verão,ela o convidou para entrar e disse:
- Certeza que isso não vai te atrapalhar Quixote?
- Não mesmo,Alice!- respondeu ele prontamente e continuou - Montar móveis é minha segunda especialidade! - terminando a frase com ar de brincadeira.
- E qual a primeira mesmo? - perguntou ela,brincando,como se não soubesse.
- Ora,ora cara Alice,salvar donzelas em perigo,como bom cavaleiro andante que sou,é o que faço de melhor!
- Você que se atreva a salvar outras donzelas...você que se atreva - respondeu ela brincando também,mas com um fundo sério.
Os dois entraram e ele a seguiu até o cômodo em que seria montado o tal móvel,analisou as peças por alguns instantes,tentando achar sentido naquela bagunça,afinal,ele realmente não fazia idéia de onde estava se metendo.
- Quer que eu desenhe para você? perguntou ela,brincando.
E ele ainda sério,entretido com aquelas peças se encaixando em sua mente respondeu:
- Quero sim,seria muito bom um esboço de como era isso,antes de virar essa gigantesca pilha de madeira...
Ela arregalou os olhos,surpresa por ele não entender a brincadeira,mas não disse nada,apenas pegou um pedaço de papel e fez o tal desenho de como deveria ficar o tal móvel montado,e entregou a ele,dizendo:
- Lembro que era bem assim - mostrando o desenho,e explicando os detalhes.
Ele ainda entretido com todas as informações,se colocou a separar pedaços,e a subir a escada com aquelas peças,afinal,como toda donzela que se preze,o quarto dela era no alto de uma torre.
Algumas horas depois o trabalho começou a ganhar forma,com a ajuda de sua donzela amada,Quixote conseguia progredir passo a passo (tanto na montagem do móvel,quanto na vida),ela se mostrava interessada no trabalho dele,no jeito que ele fazia cada movimento e queria ajudar,também não conseguia ficar parada,apenas olhando ele trabalhar.
No final da tarde,todo o esforço dos dois havia sido compensado,o móvel estava montado,o sol,timidamente se escondia,então Alice pergunta:
- Quer um pouco d'água Quixote?
- Claro! Seria muito bom,linda.
E ambos saíram andando,lado a lado,subtamente as mãos se encontraram no ar,se tocaram,e entrelaçaram,seguindo juntos...
- Muito obrigado por me ajudar,linda,não precisava mesmo.
Ela se vira para ele,o beija,e responde:
- Como você mesmo diz,não precisa me agradecer,aliás,eu é que te digo,obrigado.
- Então façamos assim,te levo pra sair qualquer dia desse e estamos quites! - disse ele.
- Quixote,Quixote,sempre inventando alguma coisa...mas tudo bem,eu topo sim! - respondeu ela animada.
E ali eles ficaram até o anoitecer,conversando e admirando o brilho das estrelas,e de seus prórprios olhares.
Bateu na porta três vezes,suavemente,com medo que pudesse incomodar alguém,e então ela abriu a porta,estava linda,simples,porém linda,bem arrumada,e cheirosa como só ela,vestia uma roupa fresca e um pouco mais folgada,afinal era verão,ela o convidou para entrar e disse:
- Certeza que isso não vai te atrapalhar Quixote?
- Não mesmo,Alice!- respondeu ele prontamente e continuou - Montar móveis é minha segunda especialidade! - terminando a frase com ar de brincadeira.
- E qual a primeira mesmo? - perguntou ela,brincando,como se não soubesse.
- Ora,ora cara Alice,salvar donzelas em perigo,como bom cavaleiro andante que sou,é o que faço de melhor!
- Você que se atreva a salvar outras donzelas...você que se atreva - respondeu ela brincando também,mas com um fundo sério.
Os dois entraram e ele a seguiu até o cômodo em que seria montado o tal móvel,analisou as peças por alguns instantes,tentando achar sentido naquela bagunça,afinal,ele realmente não fazia idéia de onde estava se metendo.
- Quer que eu desenhe para você? perguntou ela,brincando.
E ele ainda sério,entretido com aquelas peças se encaixando em sua mente respondeu:
- Quero sim,seria muito bom um esboço de como era isso,antes de virar essa gigantesca pilha de madeira...
Ela arregalou os olhos,surpresa por ele não entender a brincadeira,mas não disse nada,apenas pegou um pedaço de papel e fez o tal desenho de como deveria ficar o tal móvel montado,e entregou a ele,dizendo:
- Lembro que era bem assim - mostrando o desenho,e explicando os detalhes.
Ele ainda entretido com todas as informações,se colocou a separar pedaços,e a subir a escada com aquelas peças,afinal,como toda donzela que se preze,o quarto dela era no alto de uma torre.
Algumas horas depois o trabalho começou a ganhar forma,com a ajuda de sua donzela amada,Quixote conseguia progredir passo a passo (tanto na montagem do móvel,quanto na vida),ela se mostrava interessada no trabalho dele,no jeito que ele fazia cada movimento e queria ajudar,também não conseguia ficar parada,apenas olhando ele trabalhar.
No final da tarde,todo o esforço dos dois havia sido compensado,o móvel estava montado,o sol,timidamente se escondia,então Alice pergunta:
- Quer um pouco d'água Quixote?
- Claro! Seria muito bom,linda.
E ambos saíram andando,lado a lado,subtamente as mãos se encontraram no ar,se tocaram,e entrelaçaram,seguindo juntos...
- Muito obrigado por me ajudar,linda,não precisava mesmo.
Ela se vira para ele,o beija,e responde:
- Como você mesmo diz,não precisa me agradecer,aliás,eu é que te digo,obrigado.
- Então façamos assim,te levo pra sair qualquer dia desse e estamos quites! - disse ele.
- Quixote,Quixote,sempre inventando alguma coisa...mas tudo bem,eu topo sim! - respondeu ela animada.
E ali eles ficaram até o anoitecer,conversando e admirando o brilho das estrelas,e de seus prórprios olhares.
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